O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, fará hoje um discurso na sede da Organização das Nações Unidas
Em meio ao agravamento da crise na Síria e às ameaças de confrontos armados entre Israel e o Irã, o Brasil se prepara para defender o chamado princípio diplomático da responsabilidade de proteger. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, fará hoje um discurso na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a necessidade de a comunidade internacional adotar meios pacíficos para resolver controvérsias.
Patriota deverá ressaltar que o ideal é intensificar os esforços da comunidade internacional em utilizar todos os meios não violentos para a proteção de civis e lembrar que quaisquer ações militares têm de ser autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Patriota deverá reiterar que, em caso de ações militares internacionais, a ONU determinará que a atuação tem de ser operacional e temporal – ou seja com prazo definido -, estabelecendo também a necessidade de monitoramento e avaliação de resoluções que autorizem intervenções. Para o governo brasileiro, como último recurso deve ser usada a força, desde que antecedida por criteriosa análise.
Na semana passada, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou resolução contra a Síria recomendando o fim da violência na região e a adoção de medidas democráticas, o Brasil apoiou a medida e apelou para a preservação dos direitos humanos e a extinção das violações cometidas na região.
Agência Brasil
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