INTERNACIONAL

alt“Se o Congresso não agir rapidamente, farei a minha proposta”, disse o presidente

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cobrou agilidade dos senadores que estão preparando a reforma das leis de imigração que deverá ser apresentada ao Congresso. O líder da Casa Branca, que havia se reunido na semana passada com os democratas, encontrou-se ontem com os senadores republicanos John McCain, Marco Rubio e Lindsey Graham para pedir que  eles apresentem “o mais rápido possível, uma proposta que reflita os princípios compartilhados sobre a as leis de imigração”.

Obama disse que a reforma deve incluir medidas como “uma maior segurança nas fronteiras, criação de percursos voltados à cidadania (que inclua os milhões de imigrantes ilegais), maior responsabilização dos empregadores e simplificação dos mecanismos legais de imigração”.

O presidente, porém, fez pressão sobre os rebublicanos. Mesmo reconhecendo o progresso e o esforços feitos até agora, se o Congresso não agir rapidamente, Obama disse estar pronto para apresentar a sua própria proposta para reformar as leis de imigração.

altA blogueira cubana, opositora do regima castrista, foi recebida por admiradores e manifestantes

A blogueira cubana Yoani Sánchez já está no Brasil. Ela desembarcou ontem no Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife, onde foi recebida por admiradores e também por manifestantes que a criticaram, chamando-a de "agente da CIA".

O Brasil é a primeira escala de um giro que a opositora do regime castrista – uma das mais famosas mundo afora – pretende empreender por mais de dez nações, das Américas e da Europa, nos próximos meses.

Sánchez conseguiu sair de Cuba após uma reforma migratória do governo de Raúl Castro que entrou em vigor no dia 14 de janeiro. A reforma eliminou a necessidade de obter autorização de saída do país e da exigência de carta convite.

altCláudio Hummes, de 78 anos, é ex-arcebispo de São Paulo e prefeito emérito da Congregação para o Clero

Dez dias após a renúncia do papa Bento XVI, no próximo dia 28, começam as conversas prévias para a escolha do sucessor. Especialistas em temas da Igreja Católica Apostólica Romana apontam pelo menos 12 candidatos. Na relação estão três latino-americanos, além de um brasileiro, dois africanos, dois italianos, dois norte-americanos, um canadense e um filipino.

O conclave, o conselho que reúne os 117 cardeais aptos a votar, vai se reunir em março. A data pode ser antecipada, mas inicialmente está prevista para o período de 15 a 20 de março. A votação segue um rito que inclui o isolamento dos eleitores e que estabelece que a definição só ocorra com o apoio de dois terços dos votos. Do contrário, busca-se o consenso.
 
A seguir, os nomes dos cardeais apontados como mais prováveis à sucessão do papa Bento XVI:

Peter Turkson, 64 anos (ganense) – Chefe da Comissão de Justiça e Paz do Vaticano 

Laurent Monsengwo Pasinya, 74 anos (congolês) - Arcebispo de Kinshasa, no Congo

Grianfanco Ravasi, 70 anos (italiano) – Presidente do Conselho da Pontifícia de Cultura

Angelo Scola, 71 anos (italiano) – Arcebispo de Milão, na Itália. É defensor do diálogo entre muçulmanos e católicos

Dario Castrillón Hoyos, 83 anos (colombiano) – Presidente emérito da  Pontifícia Comissão Ecclesia Dei e prefeito da Congregação para o Clero

Jorge Bergolio, 76 anos (argentino) – Arcebispo de Buenos Aires, capital da Argentina

Óscar Rodrígues Maradiaga, 70 anos (hondurenho) – Arcebispo de Tegucigalpa, capital de Honduras, e presidente da Cáritas Internacional, que reúne organizações humanitárias ligadas à Igreja Católica Apostólica Romana

Cláudio Hummes, 78 anos (brasileiro) – Ex-arcebispo de São Paulo e prefeito emérito da Congregação para o Clero

Marc Ouellet, 67 anos (canadense) - Ex-arcebispo de Quebec, no Canadá, e prefeito da Congregação para os Bispos.

Charles Chaput, 68 anos (norte-americano) - Arcebispo da Filadélfia, nos Estados Unidos
Arcebispo Timothy Dolan, 63 anos (norte-americano) - Cardeal-arcebispo de Nova York, nos Estados Unidos.

Luis Antonio Tagle, 57 anos (filipino) – Arcebispo de Manila, nas Filipinas, e faz parte do Colégio de Cardeais.

Agência Brasil

altFalta de emprego atinge 74 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos de idade

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) enfatizou a preocupação com os 12,6% da população jovem desempregada no mundo em 2012, no relatório Tendências Mundiais de Emprego 2013. De acordo com os dados da organização, a falta de emprego atinge 74 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos, cerca de 37,5% de todas as pessoas sem emprego formal. A taxa de desemprego entre a população acima dessa faixa etária foi 4,5% no mesmo período.

Para a OIT, um dos pontos considerados preocupantes no âmbito do desemprego entre jovens é o tempo prolongado que ficam afastados do trabalho. Na Europa, por exemplo, 35% dos jovens desempregados ficaram seis meses ou mais nessa situação. As consequências mais sérias disso, segundo a organização, são a desmotivação e o afastamento do mercado laboral.

"Ter a experiência de períodos de desemprego tão longos ou abandonar o mercado de trabalho no

começo da carreira profissional prejudica as perspectivas a longo prazo, o que contribui para a erosão da qualificação profissional e social e impede que os jovens acumulem experiência laboral”, informou o relatório.

As taxas médias de desemprego entre jovens e entre adultos no mundo, se comparadas, chegam a ter diferença de até oito pontos percentuais. Enquanto o desemprego atinge, em média, 12,6% da população entre 15 e 24 anos, afeta 4,5% dos adultos.

Agência Brasil

alt“A economia mundial enfraqueceu em 2012 e deve se manter deprimida nos próximos dois anos”

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que há “grave risco de nova recessão” e que devem ser adotadas medidas de combate ao aumento do desemprego no mundo. No estudo denominado Situação e Perspectivas da Economia Mundial 2013, as Nações Unidas mantiveram a revisão em baixa para a previsão de crescimento econômico ao longo deste ano.

“O agravamento da crise na zona do euro [17 países que adotam a moeda única], o abismo do Orçamento nos Estados Unidos e um abrandamento brusco da economia chinesa poderão causar nova recessão global e cada um desses riscos poderá resultar em perdas produtivas globais entre 1% e 3 %”, ressaltou o diretor do estudo, Rob Vos.

Para a ONU, as políticas econômicas baseadas em medidas de austeridade fiscal e nos cortes dos orçamentos não oferecem o necessário para recuperar a economia e conter a crise do emprego. “Apesar de os esforços terem sido significativos, especialmente na zona do euro, a combinação de austeridade no Orçamento e de políticas monetárias expansivas teve um êxito desigual”, destacou Vos.

De acordo com o estudo, a estratégia deve ser alterada na tentativa de adotar ações coordenadas com políticas de criação de emprego e de crescimento sustentável. “A economia mundial enfraqueceu consideravelmente em 2012. [A perspectiva é que se mantenha] deprimida nos próximos dois anos”, com a previsão de crescimento de 2,4 % para 2013 e de 3,2 % para 2014”, diz o relatório.

Agência Brasil

altA estimativa é que exista cerca de 1,5 milhão de cubanos no exterior

As novas regras migratórias em Cuba para que os cubanos possam deixar o país entraram em vigor ontem. Pelas novas normas, as medidas valem para todos, exceto profissionais de saúde e atletas de ponta. As mudanças autorizam que os cubanos fiquem por até dois anos fora do país sem perder o status de cidadão, além da saída de crianças e adolescentes.

Em outubro de 2012, as autoridades cubanas anunciaram as novas regras, que valem para a emissão de passaportes, a exigência apenas de visto para o exterior, além de uma carta-convite para que deixem o país.
Para os cidadãos que deixaram Cuba nos anos 1990, as novas regras autorizam que visitem o país por até 90 dias. Até então, eles podiam ficar, no máximo, dois meses. A estimativa é que exista cerca de 1,5 milhão de cubanos no exterior.

Pelos dados oficiais, há cubanos em mais de 150 países. A maioria deles, 85,7%, vivem nos Estados Unidos.

Agência Brasil

altPortugueses têm se queixado de dificuldades burocáticas para aturarem no Brasil

A Ordem dos Engenheiros de Portugal (OE) critica entidades do Brasil de não estarem cumprindo acordos que facilitam a atuação de engenheiros civis portugueses no mercado de trabalho brasileiro. A parceria prevê que os conselhos regionais de engenharia podem conceder registro provisório aos engenheiros portugueses registrados na OE, quando tiverem trabalhando no país.

Cabe às universidades examinarem os diplomas e históricos escolares para atestar a compatibilidade dos currículos antes do registro definitivo. As mesmas medidas valem para os profissionais brasileiros que forem a Portugal.

Segundo a entidade portuguesa, os profissionais têm se queixado de dificuldades para conseguir o registro provisório de forma automática no Brasil, como ocorre em Portugal. A Ordem já encaminhou a reclamação ao governo português, que prometeu tratar do assunto. O tema deverá estar na agenda de uma visita do Ministro da Educação e Ciência de Portugal, Nuno Crato, ao Brasil, no final do ano. O assunto é conhecido da opinião pública de Portugal e até virou recentemente manchete de jornal de Lisboa.

A OE não dispõe do número de engenheiros que aguardam ou solicitaram registro no Brasil. Em 2012, a entidade emitiu cerca de 150 declarações comprovando que o profissional é filiado. No entanto, o número não significa que esses profissionais estejam, de fato, trabalhando no Brasil ou tenham pedido o registro.

Agência Brasil 
 

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Adolescente permanece em um abrigo para menores em Miami. Autoridades norte-americanas disseram que há pendências relativas à imigração e liberação da jovem

A estudante paulista, de 15 anos, impedida desde novembro de entrar nos Estados Unidos, deve ficar retida no país até o final de janeiro. Pelas leis norte-americanas, uma adolescente estrangeira só pode ser deportada após decisão da Justiça. A audiência judicial sobre o caso está marcada para o dia 31. Até lá, a estudante ficará em um abrigo para menores (Children's Village), em Miami, na Flórida.

A estudante foi para os Estados Unidos para estudar inglês, segundo parentes, e ficaria na casa de uma tia-avó. Porém, ao desembarcar no aeroporto de Miami, as autoridades norte-americanas detiveram a adolescente porque houve dúvidas sobre sua condição migratória. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que o Consulado de Miami acompanha o caso.

Pelas informações do Itamaraty, as autoridades norte-americanas disseram que há pendências relativas à imigração e liberação da adolescente. Em meio ao impasse, a estudante permanece em um abrigo para menores em Miami.

No abrigo, a estudante pode receber e fazer telefonemas. Segundo as autoridades brasileiras que acompanham o assunto, a garota fala com frequência com a mãe, que está em São Paulo. De acordo com diplomatas, a estudante não apresentou queixas nem reclamações.

Agência Brasil

altMais de 42% dos empregados recebem menos que um salário mínimo

Um Estudo sobre Trabalho Doméstico no Mundo, divulgado hoje (9) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostra que 15,7 milhões de pessoas - quase 30% dos 52,6 milhões de domésticos - estão completamente excluídos de qualquer tipo de cobertura por legislação laboral. De acordo com o estudo, feito em 117 países, apenas 5,2 milhões (10%) dos empregados domésticos têm acesso atualmente à proteção jurídica igual à dos demais. Entre as pessoas que não têm proteção legal, não estão incluídos os menores de 15 anos, que somam aproximadamente 7,4 milhões. Caso fossem contabilizados, seriam mais de 23 milhões de pessoas sem proteção trabalhista.

A OIT identificou ainda que as mulheres continuam sendo maioria nesse tipo de trabalho, chegando a 80% do contingente de domésticos, se considerada a média mundial. Comparadas a outros tipos de trabalho, as atividades domésticas ocupam 3,5% das mulheres em todo o mundo. Em regiões como a América Latina e o Caribe, o índice chega a ser mais alto: uma em cada seis mulheres é doméstica (16%). No Oriente Médio, a proporção é uma em cada cinco (20%).

Segundo a organização, a melhora nas condições do trabalho doméstico é importante porque amplia as consequências sobre o equilíbrio das relações entre homens e mulheres na sociedade, com impacto nas condições de vida das famílias em geral.

No caso das horas trabalhadas, o estudo mostra que os empregados domésticos têm jornada excessiva e que cerca de 45% não contam com garantia de descanso semanal, por exemplo.

No que diz respeito aos salários, os trabalhadores domésticos recebem remuneração considerada baixa, devido à desvalorização cultural das atividades e da debilidade negociadora frente ao patronato. Aproximadamente 42,5% (22,4 milhões de pessoas) dos empregados não recebem valor equivalente a um salário mínimo. A OIT recomenda que os governos implementem políticas de salário mínimo com o objetivo de proteger os trabalhadores da exploração e de salários indevidamente baixos.

No estudo, a OIT define os trabalhadores domésticos como um grupo de pessoas que exercem atividades heterogêneas (como faxineiros, cuidadores de idosos, babás, motoristas, jardineiros, motoristas, entre outros), sem que haja um rol exaustivo dessas atividades, que variam de país para país e podem mudar com o tempo.

Agência Brasil