Estudo mostra condições de trabalho de estrangeiros com idade entre 15 e 30 anos
Em comparação aos jovens italianos da mesma faixa etária, os estrangeiros que vivem na Itália são mais ativos no mercado de trabalho, menos desempregados, mantêm contratos mais estáveis e trabalham perto de casa. Por outro lado, têm um salário mais baixo.
O perfil do jovem trabalhador estrangeiro foi traçado pelo novo estudo da Fundação Leone Moressa.
Segundo o estudo, 455 mil jovens estrangeiros trabalham na Itália: ou seja, 14,2% dos trabalhadores com idade entre 15 a 30 anos. Já o número de desempregados gira em torno a 100 mil pessoas, o que representa 11,8% de todos os desempregados nessa faixa etária.
Os jovens trabalhadores estrangeiros vém principalmente da Europa Oriental: 31% da Romênia, 16,6% da Albânia e 3,5% da Moldávia. Os demais países de proveniência são Marrocos (6,1%), Filipinas (3,3%), e China (3,1%).
O estudo mostra ainda que os jovens estrangeiros, além de serem mais ativos no mercado de trabalho, apresentam níveis mais elevados de emprego do que os italianos e as taxas de desemprego entre eles são mais baixas (17,2% contra 20,4%). Além disso, os estrangeiros desempregados tendem a encontrar trabalho mais rapidamente do que os italianos (em média o período de desemprego para os jovens imigrantes é de pouco mais de um ano).
Comparado aos italianos, os imigrantes apresentam níveis de escolaridade médio-baixos, exercem profissões menos qualificadas e recebem salários mais baixos: 939 euros líquidos por mês, 70 euros a menos que os jovens italianos, e têm horários de trabalho menos favorecidos. Embora a maioria dos trabalhadores imigrantes não tenha o diploma de ensino médio, 36% têm um título de estudo mais elevado que o exigido pela atividade que realiza.
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