
O governador do Vêneto responde à proposta de alguns religiosos sobre a concessão da nacionalidade italiana aos imigrantes
''Tudo bem em dar a cidadania aos imigrantes, mas só depois de 10 anos de residência na Itália”. A afirmação é do governador do Vêneto, Luca Zaia, e foi feita à margem do encontro para a revitalização ambiental e industrial da área de Porto Marghera.
Segundo Zaia, “tem sido dada uma mensagem errada para os estrangeiros. Porque muitos cidadãos chegaram aqui e têm uma bela surpresa: aqui você trabalha para viver. Em vez disso, o imigrante chega aqui tanto para viver quanto para mandar dinheiro para casa e depois descobre que não é capaz nem mesmo de se manter”.
O governador do Vêneto responde desta forma às propostas que surgiram nos últimos dias durante a conferência da Igreja de Aquiléia, que reuniu representantes das dioceses do nordeste do país. O patriarca de Veneza, monsenhor Francis Moraglia, por exemplo, havia dito que os migrantes "constituem um verdadeiro recurso econômico, social e cultural" e, portanto, é preciso "apreciá-los e conferir a eles a cidadania italiana, no caso estejam dispostos a assumirem a responsabilidade de empenharem-se para o bem comum no nosso Estado”.
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