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Imigração

“A Europa deve fazer a sua parte”, diz Frattini

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altO ministro das Relações Exteriores defende a criação de um Plano Marshall para o Mediterrâneo

“Acolher a todos os imigrantes significa manter todos em péssimas condições. Em vez disso, temos que exigir da Europa a criação de umPlano Marshall para o Mediterrâneo”. A afirmação é do ministro das Relações Exteriores, Franco Frattini, feita durante um debate ocorrido no último fim-de-semana no Cortina Meet.

“A Europa não nos ouve”, disse Frattini. “O bloco destinou apenas  4 bilhões de euros para toda a área crítica. Uma razão a mais para dizermos que a Itália não pode ser o único país a receber imigrantes”, disse.

“A imigração é um problema continental. Tivemos inclusive que recordar aos franceses que as regras da UE permitem a livre circulação de pessoas”, afirmou ministro.

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França diminui número de profissões abertas aos imigrantes

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O número de profissões que permitem os empregadores contratar imigrantes extracomunitários passa de 30 para 14

 

O governo francês diminuiu pela metade a lista das profissões abertas aos estrangeiros residentes nos Países extra europeus e que dão direito de 

 regularizar a permanência no País. A informação foi divulgada pelo Ministérios do Trabalho e do Interior da França. 

 

O número de profissões que permitem aos empregadores contratar imigrantes extra-comunitários diminuiu de 30 para 14. Na nova relação desaparecem profissões ligadas ao setor da construção, dos serviços públicos e da informática. 

 

A medida não afeta os imigrantes extra europeus que já residem legalmente na França e aqueles oriundos da Tunísia e do Senegal, países com os quais a França firmou acordos específicos sobre fluxos migratórios. 

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Última atualização em Dom, 14 de Agosto de 2011 19:01

Filme “Cose dell’altro mondo” causa polemica na web

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Obra cinematográfica de Francesco Patierno conta a importância dos imigrantes numa Veneto racista e xenófoba.   

 

A população do Veneto levanta grande polemica na web para protestar contra o novo filme de Francesco Patierno, que traz o ator Diego Abadantuono no papel de um empresário racista e proprietário de uma televisão privada no nordeste da Itália. 

 

No filme intitulado “Cose dell’altro mondo” ("Coisas de outro mundo"), o personagem de Abadantuono utiliza os meios de comunicação que dispõem para predicar sobre a oportunidade de construir um mundo privado de extracomunitários e sobre a inutilidade deles na sociedade italiana, gritando slogans como "Convivemos com os fundamentalistas islâmicos, os ciganos, os albaneses preguiçosos: peguem os camelos e voltam aos seus países.

 

Como por encanto, um dia os pedidos do empresário são realizados e todos os extracomunitários da pequena cidade desaparecem, evidenciando a importância deles no sistema produtivo. A representação da Região Veneto racista e xenófoba não agrada nem um pouco os cidadãos do nordeste da Itália que durante as gravações do filme, que será apresentado em setembro na mostra de Cinema de Veneza 2011, responderam com veementes protestos. "Boicotem o filme, difamatório e racista", gritaram os manifestantes.

 

Entre os dirigentes institucionais,  o filme divide opiniões. Enquanto o prefeito de Treviso chegou a negar a possibilidade do cineasta de rodar "algumas cenas" na cidade, o chefe do executivo de Bassano del Grappa concedeu a permissão. O Ministério para os Bens Culturais, por sua vez, já reconheceu a obra de Patierno  como um filme de interesse à cultura nacional. Mas, enfim para saber realmente se o filme merece tanta polemica será preciso esperar até 3 de setembro, quando “Cose dell’altro mondo”  entrará em cartaz em vários  cinemas italianos. 

 
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Última atualização em Qui, 11 de Agosto de 2011 23:57

Lei sobre repatriamentos é aprovada também pelo Senado

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Repatriamento dos clandestinos, aumento da permanência nos Centros de Identificação e Expulsão de seis para 18 meses e prorrogação de cinco para sete dias o prazo para o estrangeiro deixar o território nacional sob ordem do questore, caso não seja possível a permanência nos CIEs.

 

Com 151 votos a favor, 129 contra e nenhuma abstenção, o Senado aprovou, no dia 2 de agosto, o decreto lei em matéria de imigração, relativo ao repatriamento de clandestinos. Votaram a favor o Pdl, a Lega e a Coesione nazionale. Contrários o Pd, Idv, Udc, Per il Terzo Polo Api-Fli. A lei prevê, entre outros, o repatriamento de clandestinos, o aumento da permanência de ilegais nos CIEs de seis para 18 meses e a prorrogação de cinco para sete dias o prazo para o estrangeiro deixar o território nacional sob ordem do questore, caso não a permanência no CIE não seja possível.

 

O ministro do Interior, Roberto Maroni, expressou "grande satisfação" pela conversão da lei no Senado. "A maioria - comentou o ministro - deu uma grande prova de competência. Com a votação secreta, os votos a favor até aumentaram em relação aos números da maioria. Isto demonstra que o rigor no combate à imigração clandestina é um princípio compartilhado também por muitos expoentes da minoria parlamentar que, obviamente, não podem se manifestar abertamente. Com estas normas, com a quais nos adequamos à determinação da União Europeia, reintroduzimos à ordem instrumentos indispensáveis e mais eficazes que antes para contrastar a imigração clandestina."

 

Maroni comentou também as críticas feitas pela oposição. "Não se pode dizer que norma sobre a permanência máxima nos CIEs para 18 meses seja desumana. Ela foi extraída da diretiva europeia", disse o ministro, tentando virar o jogo. "É pura esquizofrenia! A disposição UE diz que os clandestinos podem permanecer  até 18 meses não só nos centros, mas  também nas prisões desde que separados de outros detentos. Nós não os colocamos nos cárceres, mas em centros específicos. As críticas à lei são somente polemicas instrumentalizadas pela oposição", disse o ministro leghista.

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"Poste Italiane" em tribunal por discriminação

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Serão os juízes a decidir de uma vez por todas se os Correios Italianos discriminam os imigrantes quando permitem só a participação dos italianos nos leilões dos seus apartamentos
 
A Associação de Estudos Jurídicos sobre Imigração (ASGI), a Fundação Piccini e um cidadão estrangeiro apresentaram recurso junto ao Tribunal de Brescia. Trata-se de uma ação legal prevista pelo Texto Único sobre Imigração quando "o comportamento de um privado ou da administração pública gera discriminação por motivos raciais, étnicos, nacionais ou religiosos". Esta é a última etapa de uma história que até agora manteve a empresa dirigida por Massimo Sarmi intransigente nas próprias posições. 
 
O objeto da disputa é uma das regras estabelecida pela empresa Poste Italiana ao leilão de 20 apartamentos em toda a Itália, que exige a nacionalidade italiana entre os requisitos para apresentar a oferta. Uma decisão que levanta discussões também devido ao fato que, por uma longa série de serviços ("permessi di soggiorno", "money transfer" etc), os imigrantes são ótimos clientes de Poste Italiane.
 
A empresa dos Correios nunca respondeu a carta enviada pela ASGI, Fundação Piccini e CGIL de Brescia, na qual se evidencia que àquela decisão era discriminatória. E nada serviu que a mesma opinião fosse também a do Unar, Departamento Nacional Antidiscriminação, que solicitou a Poste Italiane  de reconsiderar a  decisão. "O requisito da cidadania italiana é estabelecido por lei e é exigido por todas as entidades que vendem apartamentos residenciais públicos", afirma a direção dos Correios. O recurso apresentado em Brescia, entretanto, constesta justamente esta afirmação, pois o Texto Único sobre Imigração prevê que os imigrantes, com permesso pelo menos bienal e um trabalho, possam ter acesso às casas populares como os italianos.
 
"A lei é muito clara, desde 1998 nunca foi mudou e não é difícil encontrar imigrantes nas casas populares. Por isso não conseguimos entender como Poste Italiane possa continuar defendendo o requisito da nacionalidade italiana mesmo depois do parecer do Unar", comenta o advogado Alberto Guariso do ASGI. "Estamos curiosos em ver como a empresa se defenderá no tribunal".
 
"No recurso - acrescenta Guariso - pedimos a suspensão imediata da entrega dos apartamentos, visto que alguns leilões já foram fechados, e de abrir para os imigrantes". 
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