
O decreto 2011 já foi assinado e encaminhado para a publicação. Quem já trabalhou na Itália não precisará pelo fluxo de ingresso.
Roma, 28 de fevereiro de 2011- O governo já assinou o decreto fluxo 2011 que autoriza o ingresso na Itália de 60 mil trabalhadores extracomunitarios "stagionali", mão de obra temporária indispensável para a agricultura e o setor de turismo. Os empregadores só poderão enviar as solicitações depois que o decreto for publicado na “Gazzetta Ufficiale”.
Em comparação ao ano passado, quando foram disponibilizados 80 mil, os ingressos autorizados caíram 25%, mas segundo as associações dos empregadores são suficientes para satisfazer todos os pedidos.
Também desta vez os pedidos devem ser apresentados pela internet. No texto do decreto (que publicaremos assim que for disponível) deverão constar a relação dos países de proveniência dos trabalhadores. No elenco do ano passado incluíram Sérvia, Montenegro, Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Croácia, Índia, Paquistão, Bangladesh, SriLanka, Ucrânia, Tunísia, Albânia, Marrocos, Moldávia e Egito.
O diretor geral de imigração do ministério do Trabalho, Natale Forlani, informou que também foram desbloqueados os "permessi" plurianuais, que permitem os trabalhadores já estiveram na Itália, para trabalhar nas colheitas dos anos passados, de entrar sem passar pelo fluxo. "São previstos ingressos fora das cotas para quem já trabalhou dois anos na Itália. As empresas podem fazer um pedido por meio de um caminho de tipo administrativo", disse Forlani.
Segundo a associação dos agricultores Coldiretti, os trabalhadores imigrados são já fundamentais "para as produções de qualidade". Por exemplo, “a criação dos bovinos de raça piemontesa, em particular as vacas que produzem o leite para a produção do parmigiano reggiano, a colheita das maças da “Val di Non”, a produção do presunto de Parma e da mozzarela de búfala, a colheita das uvas destinadas ao “Brunello di Montalcino".
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