São presos os sócios fundadores da Associação Brait, acusados de vender documentos falsos a brasileiros em Turim.
Turim, 29 março 2010 - A Associação de Voluntários Cultural Ítalo-brasileira, Brait, fundada em Turim em 2004 para prestar assistência e acolhimento aos brasileiros na província, servia de fachada para atividades criminosas. Dois sócios fundadores, o italiano Leonardo Martino e sua mulher Ivone Martins Meira, de nacionalidade brasileira, foram presos, por favorecimento da imigração clandestina oriunda do Brasil.
Segundo investigações da Guarda de Finança de Turim, o casal fornecia, a pagamento, vários documentos falsos como carteiras de identidade e de motorista, do Brasil, e atestado de residência. De acordo com a polícia tributária, o casal chegou a “hospedar” quase 150 brasileiros, em duas habitações fictícias localizadas em Rivoli, e Alpignano, com 60 metros quadrados cada uma.
Os acusados cobravam por cada prática ilícita entre 1.200 e 1.400 euros. Os clientes, que na realidade moram em diversas zonas da região norte, são brasileiros sem “permesso di soggiorno” que atuam nos setores da construção civil, restaurantes e mercados livres.
Martino e sua mulher, segundo dados divulgados pela polícia no dia 24 de março, conseguiram acumular em poucos anos 250 mil euros, que foram depositados em bancos brasileiros e depois utilizados para comprar dois apartamentos luxuosos no Brasil. Todo dinheiro era contabilizado como contribuições à associação sem fins lucrativos. A Brait que têm filiais no Brasil (Maringá, Vila Velha e Arraial do Cabo) e Inglaterra (Londres).