Colapso pode ser sido causado por falhas durante reforma em um dos andares do prédio
As equipes de resgate do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro localizaram mais um corpo na madrugada de hoje. Já são seis mortos e pelo menos 20 desaparecidos, vítimas da tragédia provocada pelos desabamentos de três prédios, no centro da cidade, anteontem (25).
As equipes de socorro intensificarão hoje o trabalho de busca por mais vítimas. Cães farejadores ajudam nos resgates. As dificuldades, segundo os bombeiros, são geradas principalmente pela nuvem de poeira que ainda é intensa no local.
Cerca de 22 toneladas de escombros foram retiradas da área. Toda a região em volta dos três prédios que desabaram – um de 18 andares, outro de 10 e o menor com quatro pisos – será mantida isolada, segundo as autoridades locais. Por segurança, quatro prédios que ficam próximos aos edifícios que desabaram estão fechados.
As investigações sobre as causas do acidente ainda não foram concluídas. Mas a suspeita mais provável, segundo os investigadores, é que houve colapso na estrutura do prédio mais alto, devido a falhas em uma reforma feita em um dos andares, onde funcionava uma empresa de informática.
A desconfiança é que a reforma, que ocorria há dois meses, levou à retirada de vigas de sustentação, ameaçando a estrutura do prédio. Os dois edifícios que estavam ao lado acabaram sendo atingidos pela força da primeira queda, segundo investigações preliminares.
As famílias das vítimas estão sendo mantidas em um núcleo de atendimento, na Câmara Municipal do Rio, que fica perto do local onde ocorreram os desabamentos. Os atendimentos aos parentes e amigos são feitos por funcionários da Defesa Civil e da prefeitura da capital.
Após os desabamentos, um vazio se abriu no centro da cidade. No local agora só há escombros e poeira. O governador do estado, Sergio Cabral, decretou ontem luto de três dias em homenagem à memória das vítimas da tragédia.
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