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Brasil

Brasil: Eleições municipais começam no domingo

altQuase 140 milhões de eleitores serão chamados nos dias 7 e 28 para a escolha dos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de suas cidades

Outubro será mês de eleições no Brasil. Quase 140 milhões de eleitores serão chamados nos dias 7 e 28 (onde houver segundo turno) para a escolha dos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios brasileiros.

O perfil do eleitorado brasileiro é formado em sua maioria por mulheres entre 25 e 34 anos. Entre os votantes, mais de 72 milhões são mulheres (52%) e cerca de 67 mil são homens (48%).

O estado de São Paulo é, evidentemente, o maior colégio eleitoral do país, com mais de 31 milhões de votantes, que representam 22% do total. O segundo maior colégio eleitoral é Minas Gerais, com cerca de 15 milhões de eleitores aptos. O estado é o que tem o maior número de municípios no país e elegerá neste ano 853 prefeitos. Já o Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral, com mais de 12 milhões de votantes, é o estado com maior número de eleitores idosos (10%).

Candidatos – A Justiça Eleitoral contabiliza o pedido de registro de 15.487 candidatos a prefeito (quase três por município). Já o número pessoas que concorrem ao cargo de vereador é de quase 450 mil. São cerca de oito candidatos na disputa por uma cadeira na câmaras municipais.
O partido com maior número de senadores, segunda maior bancada da Câmara Federal e com mais de mil prefeitos eleitos em 2008, o PMDB lançou, este ano, o maior número de candidatos a prefeito e a vereador. São 2.302 concorrendo às prefeituras e 42.538 na disputa pelos legislativos municipais.

Já o PT, que têm o maior número de deputados federais e o segundo maior número de senadores, é a segunda sigla com maior número de candidatos a prefeito, com 1.795, e também o segundo partido com maior número de candidatos a vereador, com 40.482 candidatos.

Com seis candidatos a prefeito e 14 para vereador em todo país, o Partido da Causa Operária (PCO) é a sigla com menor número de candidatos. O partido não tem representação na Câmara nem no Senado. Já o Partido Comunista Brasileiro (PCB) lançou 37 candidatos a prefeito e 434 para vereador, sendo o segundo menor em número de candidatos a prefeito e terceiro em número de candidatos vereadores.

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Especialistas divergem sobre conceito de nova classe média brasileira

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“Essa classe média é uma fantasia que está se criando. Não se define a classe média pela renda, mas pela posição na estrutura populacional”, diz economista 

O diagnóstico de ascensão de parte da população pobre à classe média na última década, como defendido por alguns intelectuais e por técnicos do governo não é consenso entre especialistas em desigualdade e estratificação social.

Esses especialistas não negam a diminuição da desigualdade social, a redução da concentração da riqueza, a melhoria da renda dos mais pobres e o incremento das perspectivas desse setor da população. Entretanto, consideram que a renda não é o único fator a ser levado em conta – pesquisa divulgada pelo governo na semana passada classifica como classe média os que vivem em famílias com renda per capita mensal entre R$ 291 e R$ 1.019 e tem baixa probabilidade de passar a ser pobre no futuro próximo.

“Essa classe média é uma fantasia que está se criando”, critica Eduardo Fagnani, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Não se define a classe média pela renda, mas pela posição na estrutura populacional”, explica o economista que também participa do núcleo de estudos Plataforma Política Social. Segundo ele, o conjunto da população em ascensão ainda depende muito do sistema público de saúde, previdência e ensino e não tem entre as suas despesas o pagamento de escola particular para os filhos, a manutenção de previdência complementar, acesso a plano de saúde privado ou o costume de fazer viagens ao exterior.

Ele lembra que a noção de classe média é associada a determinados padrões de consumo e de formação educacional “que não temos no Brasil, como amplo acesso ao curso superior”, disse.

Em linha semelhante, o sociólogo Jessé Souza, autor do livro Os Batalhadores Brasileiros e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), prefere chamar a população em ascensão econômica no Brasil de “nova classe trabalhadora” e critica o ponto de vista estritamente econômico que não considera “condições sociais, morais e culturais”, repassados em família, que permitem a “apropriação” de hábitos e comportamentos considerados como de classe média.

Agência Brasil

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Hebe Camargo é enterrada em São Paulo sob aplausos de fãs, amigos e autoridades

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Apresentadora morreu em São Paulo em decorrência de uma parada respiratória

Mais de 1,5 mil pessoas acompanharam o enterro de Hebe Camargo no domingo (30). A apresentadora, de 83 anos, foi enterrada no Cemitério Gethsemani, no Morumbi, em São Paulo. Hebe morreu, no dia 29, em decorrência de uma parada respiratória enquanto dormia em sua casa, no bairro Morumbi. Desde 2010, a apresentadora vinha lutando contra câncer no peritônio.

Artistas, amigos e autoridades, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o deputado Paulo Maluf (PP-SP), participaram da despedida da apresentadora.

Por meio de uma nota, a presidenta Dilma Rousseff manifestou "tristeza" com a notícia do falecimento da apresentadora. Além disso, enviou coroa de flores para as últimas homenagens prestadas a Hebe Camargo.

Um veículo do Corpo de Bombeiros transportou o caixão em cortejo aberto pelas principais ruas da capital paulista. Fãs renderam homenagem à Hebe cantando “Como é Grande Meu Amor por Você”, de Roberto Carlos, em homenagem à Hebe. Cerca de 8 mil pessoas passaram pelo velório da apresentadora no Palácio dos Bandeirantes.

Além de Alckmin e Maluf, estiveram presentes o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, os cantores Roberto Carlos, Jair Rodrigues, Vanderleia, Agnaldo Rayol e Ronnie Von.

Também despediram-se de Hebe os apresentadores de programas de televisão Carlos Massa (Ratinho), Eliana, Sérgio Groisman, Otávio Mesquita e Ana Hickmann, as atrizes Lolita Rodrigues e Bruna Lombardi, e os humoristas Tom Cavalcante e Carlos Alberto de Nóbrega, assim como a ex-jogadora de basquete Hortência.

Agência Brasil

 

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Dilma recebe David Cameron hoje em Brasília

altPrimeiro-ministro inglês quer ampliar as relações econômicas e comerciais com o Brasil

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, encontra-se hoje com a presidente  a presidenta Dilma Rousseff em Brasília. Além de questões econômicas, em pauta estão a cooperação para a organização dos Jogos Olímpicos no Rio e o Programa Ciência sem Fronteiras.

"Os britânicos estão investindo nas relações com os países emergentes, e, neste grupo, o Brasil é identificado como o que tem valores mais próximos aos da Grã-Bretanha [Reino Unido], pois é uma economia de mercado com uma cultura ocidental", disse o diretor do Instituto Brasileiro do King's College, Anthony Pereira.

Pereira disse ainda que os britânicos querem ter um interlocutor na América Latina em um momento em que as relações estão tensas com países, como a Argentina devido à disputa pelas Ilhas Malvinas.

Em 2010, ao assumir o governo, Cameron citou o Brasil como um dos países com os quais o Reino Unido precisava reforçar seus laços. Desde então, representantes britânicos, entre eles Hague e o príncipe Harry, fizeram mais de 30 viagens para a América Latina, sendo o Brasil o principal destino.

Agência Brasil

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Mortalidade infantil caiu 73% no Brasil nas últimas duas décadas

altNo entanto, ainda há muitas mortes de bebês por problemas ocorridos no pós-parto

No Brasil, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos caiu 73%, nas últimas duas décadas, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Os dados do Brasil colocam o país em quarto no ranking de avanços, atrás apenas da Turquia, do Peru e de El Salvador na relação das nações que mais obtiveram conquistas na prevenção de doenças infantis.

Em 1990, foram registradas 58 mortes em cada grupo de mil crianças. Já em 2011, foram registradas 16 mortes para cada mil crianças. No entanto, no Brasil as famílias ainda perdem muitos bebês devido às chamadas causas neonatais – problemas ocorridos no pós-parto.

Os dados estão no Relatório de Progresso 2012, intitulado O Compromisso com a Sobrevivência da Criança: Uma Promessa Renovada. A publicação também menciona o elevado número de mortes de crianças devido à diarreia e à pneumonia, assim como a doenças sem definições específicas.

A assessoria do Unicef informou que os números oficiais de cada país nem sempre são iguais aos usados pelo organismo, pois há uma adequação técnica para fazer a comparação entre as nações.

Nos últimos 20 anos, houve queda da mortalidade infantil na maior parte dos países examinados pelo Unicef, segundo a publicação. Os dados mostram que as mortes de crianças com menos de 5 anos caíram de 12 milhões, em 1990, para 6,9 milhões, em 2011.

Agência Brasil 

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